A responsabilidade das instituições financeiras na promoção da sustentabilidade: uma análise das cláusulas ambientais nos contratos de crédito rural
DOI:
https://doi.org/10.19135/revista.consinter.00022.05Palavras-chave:
cláusulas ambientais, crédito rural, instituições financeiras, responsabilidade civil, sustentabilidadeResumo
O presente artigo investiga a inserção de cláusulas ambientais nos contratos de crédito rural, com foco em sua eficácia jurídica e na responsabilização das instituições financeiras diante de condutas lesivas ao meio ambiente. A pesquisa foi realizada pelo método hipotético-dedutivo e adota abordagem qualitativa, com base em revisão bibliográfica e análise crítica de doutrina jurídica especializada, utilizando a legislação ambiental brasileira e o Código Florestal como principais marcos normativos. Parte-se do reconhecimento do crédito rural como instrumento de política pública indutora do desenvolvimento sustentável, analisando-se sua intersecção com a função socioambiental da propriedade rural e a normatização contratual. A partir disso, examina-se a natureza, o conteúdo e os limites das cláusulas ambientais no crédito rural, com ênfase no papel das instituições financeiras como agentes de indução à sustentabilidade. Os resultados apontam para a necessidade de aperfeiçoamento das cláusulas ambientais contratuais, de forma a garantir sua efetividade e a corresponsabilidade das instituições no cumprimento da legislação ambiental. O estudo conclui que há urgência de um modelo jurídico mais robusto e transparente, que promova maior segurança jurídica, proteção ambiental e justiça contratual nas operações de financiamento rural.
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